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Moradores de Rio Maria sofrem com alto índice de infestação do Aedes

06 FEV 2017
06 de Fevereiro de 2017

Moradores do município de Rio Maria, no sudeste do Pará, vêm sofrendo os efeitos do elevado índice de infestação do mosquito Aedes aegypti na cidade. De acordo com dados do último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), Rio Maria está com 10,7% de infestação predial em toda a cidade, 10 vezes mais que o recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%.

No hospital municipal, só na última quinzena de janeiro foram atendidas 22 pessoas com sintomas de febre chikungunya, 18 com sintomas de zika e outras 16 com sintomas de dengue.

"É uma febre diferente; uma febre grande, uma diarreia, que se fosse uma criança, tinha matado, porque é muito forte", relatou o aposentado Raimundo Nonato.

"Estou com isso há três dias e não desejo esse tipo de doença para ninguém porque os sintomas são péssimos, dói tudo", explicou o músico Antônio dos Reis.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) esclareceu que, embora o município de Rio Maria se encontre com índice alto de infestação do Aedes aegypti, não considera que a situação seja alarmante. A Sespa informa ainda que já está atuando no município para conter a disseminação do mosquito e que o trabalho está sendo conduzido por meio do 12º Centro Regional de Saúde em parceria com o município e técnicos de endemias no Nível Central da Sespa.

A causa para o avanço da doença pode estar dentro dos quintais das residências no município, como no do Seu Zezinho, que conserta eletrodomésticos e guarda cerca de 100 máquinas velhas para reutilizar as peças em uma área aberta. O local está cheio de focos do mosquito e um dos vizinhos já começa a sentir os sintomas da febre chikungunya.

"Febre, dor de cabeça demais, dores nas juntas, frio", afirmou o aposentado João José do Amaral.

Os agentes de endemias de Rio Maria tentaram convencer o proprietário do terreno sobre o risco que o quintal dele representa para a saúde da cidade.

"Quando chega no inverno, a tendência é aumentar a proporção de mosquitos, então a gente fica muito preocupado observando o lote do Seu Zé aqui no Parque da Liberdade e a gente vê essa situação: muitos depósitos cheios d´água. A preocupação nossa de endemias é combater o mosquito da dengue, então, quando a gente chega e vê um monte de reservatórios desses com larvas, ficamos preocupados", avaliou Gentil Pereira, supervisor regional de Endemias.

Medidas
De acordo com a Secretaria de Saúde de Rio Maria, a Prefeitura pretende adotar medidas mais severas com aqueles moradores que não colaborarem com a eliminação dos focos do mosquito em suas casas.

"O interesse público prevalece sobre o interesse privado e nessa situação vamos ter que fazer uma intervenção mais ostensiva no sentido de retirar esses entulhos", explicou o secretário de Saúde de Rio Maria, Vanderlei Milhomem.

G1 Pará

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